Novo serviço agiliza acesso a processos físicos arquivados na Justiça Federal da 6ª Região

Na última sexta-feira (12/6), a Justiça Federal da 6ª Região lançou oficialmente o serviço de Atendimento de Desarquivamento de Processos Judiciais Físicos. Desenvolvido pela Diretoria do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais (Diref), o projeto tem como objetivo modernizar e tornar mais eficiente o atendimento das demandas relacionadas ao desarquivamento de autos físicos no âmbito da Justiça Federal da 6ª Região.

O serviço pode ser agendado pelo portal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Acesse aqui.

A cerimônia de inauguração foi realizada no Arquivo da Justiça Federal, unidade onde serão prestados os atendimentos, localizada na Rua José Américo de Almeida, nº 88, bairro Camargos, em Belo Horizonte.

Participaram do evento o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira; o diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal José Carlos Machado Júnior; o secretário-geral da Presidência, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento; o vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Grigório Carlos dos Santos; além de servidores e colaboradores da instituição.

O diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal José Carlos Machado Júnior, agradeceu o empenho de magistrados, servidores e colaboradores envolvidos na implementação do projeto e destacou os avanços proporcionados pelo novo serviço.

Segundo o magistrado, o procedimento anterior exigia o deslocamento físico dos autos entre o arquivo e as secretarias, o que aumentava o tempo de atendimento e gerava riscos operacionais. O novo atendimento foi concebido para tornar os fluxos mais ágeis e eficientes, garantindo melhor atendimento aos usuários da Justiça Federal.

“O serviço de desarquivamento inteligente visa acelerar nossos fluxos de trabalho e proporcionar um atendimento mais eficiente a advogados, partes e demais usuários. Sua base é a racionalização dos serviços e o uso adequado da tecnologia. Se por um lado, a tecnologia otimiza o trabalho, por outro, ela também acelera o fluxo processual. Equilibrar essas facilidades e desafios é uma tarefa permanente do gestor. Com essa iniciativa, estamos utilizando a tecnologia para ampliar a eficiência dos serviços e melhorar a prestação jurisdicional”, concluiu.

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, destacou a importância do acervo histórico da Justiça Federal em Minas Gerais e os benefícios do novo serviço para advogados e unidades judiciais.

“A Justiça Federal em Minas Gerais possui uma história que está preservada neste arquivo, com processos que remontam à década de 1960. Este projeto facilita o acesso dos advogados aos autos físicos e contribui para a racionalização dos serviços, reduzindo a demanda sobre as secretarias processuais. Parabenizo a Diretoria do Foro por mais essa entrega, que certamente será aprimorada e trará benefícios para todos os usuários”, afirmou.

Novo fluxo busca agilizar atendimento aos usuários

A iniciativa foi desenvolvida a partir da identificação de dificuldades operacionais no modelo atualmente utilizado para atender solicitações de consulta, digitalização, cópia e migração de processos físicos. O fluxo que era utilizado exigia a participação direta das Secretarias Únicas, responsáveis por receber os pedidos dos usuários externos e intermediar o atendimento junto à Seção de Depósito e Arquivo Judicial (SEDAJ). Esse procedimento gerava elevado volume de atividades manuais, constantes deslocamentos de autos físicos, maior demanda de recursos humanos e aumento dos riscos relacionados ao manuseio da documentação.

Para tornar o processo mais eficiente, o projeto instituiu um fluxo centralizado e padronizado. Pela nova sistemática, as solicitações passam a ser recebidas pela Central de Atendimento de Informações Processuais (CENIP), responsável pela triagem inicial das demandas. Em seguida, os pedidos são encaminhados ao Posto de Atendimento Destacado da Secretaria Judiciária (SEAJU), unidade encarregada do processamento técnico das solicitações.

O novo modelo conta ainda com o apoio de ferramentas tecnológicas já utilizadas pela instituição, como o Agenda Celevi, destinado ao agendamento de atendimentos, e o Jira, sistema utilizado para gerenciamento, acompanhamento e controle das demandas.

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