
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) realizou, nesta segunda-feira (8/6), mais uma etapa do I Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto e de Juíza Federal Substituta da 6ª Região. A reidentificação das provas escritas e discursivas dos candidatos foi realizada em sessão pública no plenário do TRF6 e transmitida ao vivo pela canada do tribunal no Youtube.
Participaram da sessão os membros da Comissão de Concurso, que também atuam como banca examinadora: a desembargadora federal Simone Lemos Fernandes, presidente da comissão; os desembargadores federais Pedro Felipe Santos e Marcelo Dolzany; a desembargadora federal Luciana Pinheiro Costa; a juíza federal Cristiane Miranda Botelho; e o juiz federal Carlos Geraldo Teixeira. Também estiveram presentes o procurador regional da República José Adércio Leite Sampaio, representando o Ministério Público Federal; a juíza federal Ana Paula Rodrigues Matias, secretária executiva e coordenadora da equipe de apoio; além de servidores do TRF6 e representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo apoio logístico e operacional do certame.
O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), membro honorário da Comissão em reconhecimento à sua atuação na criação do TRF6, enviou uma mensagem aos candidatos. Em sua manifestação, destacou a relevância do concurso, comparou as etapas do certame a uma travessia e ressaltou o papel dos participantes na construção da história do tribunal.

O magistrado também deixou uma mensagem de incentivo tanto aos aprovados quanto aos que não obtiveram êxito nesta fase, lembrando que todos disputaram uma das carreiras mais nobres do serviço público brasileiro. “Vocês são os protagonistas deste primeiro concurso de uma Corte em construção, que está escrevendo os primeiros capítulos de sua história. Estão passando por esse processo para nos ajudar a formar o primeiro quadro de magistrados e magistradas especificamente para o TRF6”, afirmou.
Após a abertura dos trabalhos, um representante dos candidatos presente no plenário foi convidado a acompanhar a abertura dos envelopes lacrados contendo as notas das provas. Em seguida, foi realizada a reidentificação das avaliações por meio da associação entre os códigos utilizados durante a correção e os nomes dos respectivos candidatos, assegurando a transparência e a lisura do processo.


Dos cerca de 560 candidatos que tiveram as provas discursivas corrigidas, 58 alcançaram a nota mínima exigida para seguir no concurso. Eles avançam agora para a fase de correção das provas de sentença.
Resultado da segunda etapa
A presidente da Comissão de Concurso, desembargadora federal Simone Lemos Fernandes, destacou a complexidade do certame e o empenho de todos os integrantes da banca para garantir a condução dos trabalhos com segurança, transparência e rigor técnico.

Segundo a magistrada, o concurso mobiliza um grande esforço institucional desde sua preparação. “É um caminho difícil e trabalhoso, não apenas para os candidatos, mas também para toda a comissão. Estamos há cerca de dez meses trabalhando neste concurso. Tivemos aproximadamente 2.700 inscritos na primeira etapa, da qual 560 candidatos foram aprovados. Agora, nesta segunda etapa, 58 candidatos alcançaram a média necessária para que possamos corrigir as sentenças já realizadas”, explicou.
Simone Lemos ressaltou ainda que o objetivo da comissão é assegurar um processo seletivo transparente e confiável. “Estamos chegando ao nosso objetivo de realizar um concurso com segurança, tranquilidade e muita transparência. É um trabalho hercúleo, mas tenho certeza de que dará bons frutos e que teremos excelentes juízes assumindo seus cargos”, afirmou.
Mensagem aos candidatos
Nas considerações finais da sessão, os integrantes da Comissão de Concurso parabenizaram os 58 candidatos aprovados e deixaram uma mensagem de incentivo aos que não avançaram para a próxima etapa, ressaltando que o resultado representa apenas um momento da trajetória profissional.
O desembargador federal Pedro Felipe Santos destacou a responsabilidade da comissão na seleção dos futuros magistrados da Justiça Federal da 6ª Região. Segundo ele, cada etapa é conduzida com rigor, cuidado e senso de missão.

Ao se dirigir aos candidatos não aprovados, o magistrado lembrou que uma nota não define uma carreira nem a capacidade de uma pessoa. “É apenas um momento, não um ponto final. O resultado representa apenas um dia, não é uma avaliação de uma vida, de uma trajetória e não reflete competência ou incompetência. O importante é seguir em frente e não desistir dos próprios sonhos”, afirmou.
O desembargador federal Marcelo Dolzany compartilhou sua própria experiência. “Passei por esse processo há 33 anos e sei que o caminho exige renúncia, dedicação e disciplina. Tenham a certeza de que essa comissão continuará atuando com transparência a fim de possibilitar o acesso dos candidatos pelo mérito”, afirmou.

Aos candidatos que não obtiveram aprovação nesta etapa, o magistrado citou uma frase do dramaturgo e escritor irlandês George Bernard Shaw: “o sucesso não consiste em não errar, mas em não cometer os mesmos equívocos”.
A juíza federal Cristiane Miranda Botelho também deixou uma mensagem de incentivo aos candidatos. Ao citar a canção Os Sonhos Não Envelhecem, de Lô Borges, ela encorajou os participantes a persistirem na busca por seus objetivos e a seguirem acreditando no sonho da magistratura.

Próximas fases do concurso
As próximas etapas do concurso incluem a análise dos recursos apresentados pelos candidatos, a correção das provas de sentença e o cumprimento das demais fases previstas no edital. Ao final do processo, serão selecionados 28 novos magistrados para integrar a Justiça Federal da 6ª Região.
A desembargadora federal Luciana Pinheiro Costa destacou a responsabilidade da banca na condução do certame e o cuidado adotado em todas as etapas. Segundo ela, o objetivo é selecionar profissionais preparados para atuar em um tribunal jovem e comprometido com uma prestação jurisdicional humanizada.

A magistrada também deixou uma mensagem de incentivo aos candidatos que não avançaram nesta fase. “Não desistam. O caminho é assim mesmo. Nós passamos por isso e sabemos que faz parte do amadurecimento, do crescimento pessoal e também daquele caminho que nós não temos controle. O importante é seguir em frente, dando sempre o melhor de si. No final, a condução vem de um poder muito maior que nos leva sempre pelo melhor caminho”, afirmou.



