
Terminou na sexta-feira (29/5) a programação da “Semana do Combate ao Assédio e à Discriminação”, promovida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Ao longo de cinco dias, magistrados, servidores, colaboradores e convidados participaram de palestras, rodas de conversa e relatos de experiências voltados à prevenção, ao acolhimento e ao enfrentamento do assédio e da discriminação no ambiente de trabalho
A programação de encerramento foi mediada pelo membro da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação, juiz federal Luciano Mendonça Fontoura, que destacou a importância da iniciativa para a construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso. Segundo ele, as atividades contribuíram para ampliar o conhecimento sobre temas como ética, assédio e discriminação no contexto institucional.

“É uma honra muito grande participar deste evento. As palestras são muito enriquecedoras e abordam temas importantes, como a ética e a dinâmica do assédio. É uma oportunidade para conhecermos melhor os desafios que ainda existem no ambiente da Justiça e avançarmos na construção de um espaço mais inclusivo e acessível para todos”, afirmou.
Acessibilidade e inclusão
Entre os participantes da programação esteve a presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 6ª Região (COACI), juíza federal Fátima Aurora Guedes. Em sua fala, ela destacou as ações desenvolvidas pela comissão para combater o assédio e a discriminação em suas diferentes formas e nos diversos ambientes do Tribunal.

Também integrante da COACI, o servidor Ciésio José de Souza compartilhou um relato pessoal sobre o capacitismo (preconceito, discriminação e desvalorização de pessoas com deficiência) e os impactos dessa prática na construção de uma acessibilidade efetiva e inclusiva.
O servidor ressaltou que a preocupação com a acessibilidade deve estar presente nos espaços físicos, nos sistemas de trabalho e nos canais de comunicação, garantindo que todos sejam, de fato, acessíveis.

“A deficiência não limita. O que pode limitar o nosso desempenho são as barreiras impostas pelo ambiente, pela organização do trabalho e, principalmente, pelas atitudes das pessoas”, afirmou.
A assessora-chefe da Assessoria Especial da Presidência para Sustentabilidade e Acessibilidade (ASESA), Mariluce Maria dos Santos, apresentou as ações desenvolvidas pelo TRF6 para promover a inclusão e a acessibilidade. Segundo ela, o trabalho vai além da eliminação de barreiras arquitetônicas, abrangendo também aspectos atitudinais, tecnológicos e comunicacionais.

De acordo com a assessora, o Tribunal tem investido em iniciativas de conscientização e educação voltadas a magistrados, servidores, colaboradores e prestadores de serviço, com o objetivo de tornar os ambientes institucionais cada vez mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.
Ética e relações de trabalho
O juiz federal Bruno Augusto Oliveira ministrou a palestra “Análise Ética da Dinâmica do Assédio e da Discriminação no Ambiente de Trabalho”. Durante a apresentação, abordou o conceito de ética, os agentes envolvidos nas relações interpessoais e os impactos do assédio sobre todos os envolvidos. “O assédio acontece quando a pessoa não reconhece a outra como sujeito”, afirmou.

Segundo o magistrado, embora os efeitos do assédio sejam sentidos de forma mais intensa pela vítima, a prática também produz consequências negativas para o assediador. A atividade contou ainda com uma dinâmica interativa na qual os participantes responderam, de forma sigilosa e por meio de um aplicativo, a situações simuladas, indicando se as consideravam ou não assédio. O magistrado também ressaltou a importância da construção de relações saudáveis e do engajamento coletivo na promoção de um ambiente de trabalho respeitoso e acolhedor.
Ao avaliar a Semana do Combate ao Assédio e à Discriminação, Bruno Augusto Oliveira destacou a relevância da iniciativa para a consolidação da cultura institucional do TRF6.
“Essa semana foi muito importante para o tribunal, em todas as suas instâncias. É um tribunal que, com valentia, está construindo sua identidade e a valorização dessa dimensão importante que é a existencial, a qual vai se entrelaçando na cultura do tribunal. Com certeza, teremos um tribunal cada vez mais humano, com uma eficiência voltada também para a humanidade, as equipes se integrando”, afirmou.
Humanização e boas práticas
A chefe de gabinete da Corregedoria, servidora Renata Pimenta, apresentou “O Novo Olhar das Correições no TRF6: Ética, Humanização e Boas Práticas”. Durante a exposição, ela destacou que as correições têm sido conduzidas com uma abordagem mais humanizada, baseada na escuta ativa e na construção de um ambiente de maior confiança.
Renata Pimenta ressaltou ainda que as correições buscam dar encaminhamento às sugestões apresentadas por magistrados, servidores e colaboradores, valorizando a participação de todos e contribuindo para o aprimoramento contínuo dos serviços prestados pela instituição.

A “Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação” foi realizada pela Escola de Magistratura do TRF6, em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas e a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação.
Canal de denúncias
As notícias de assédio poderão ser apresentadas por qualquer pessoa que se sinta alvo de assédio ou discriminação no ambiente de trabalho, bem como por quem tenha conhecimento de fatos que possam caracterizar essas práticas.
Os canais de denúncia são responsáveis por receber os relatos, garantir o sigilo das informações e encaminhar as apurações necessárias, além de orientar as vítimas sobre medidas de proteção e suporte.
Confira abaixo a galeria de fotos do evento.
