TRF6 reforça cidadania e inclusão social na Semana Nacional do Registre-se

A 4ª edição da Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se! começou nesta segunda-feira (13/4/2026) e segue até o dia 17 de abril em todo o país, mobilizando cartórios para garantir o acesso gratuito à documentação básica, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa é coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e, em Minas Gerais, conta com a atuação do Tribunal Regional Federal da 6º Região (TRF6), da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e do Recivil.

A ação reforça o papel estratégico dos cartórios de registro civil na promoção da cidadania. Durante a semana, serão oferecidos serviços gratuitos, como: emissão de certidão de nascimento, carteira de identidade e regularização documental. Estas etapas são fundamentais para o acesso a direitos básicos, emprego e políticas públicas.

Na capital mineira, Belo Horizonte, a abertura ocorreu na UAI Praça Sete, com atendimentos realizados das 8h às 12h, voltados principalmente à população em situação de rua.

Participação do TRF6 amplia acesso a direitos

O juiz federal do TRF6, José Maurício Lourenço, membro do comitê Pop Rua Jud Minas Gerais, destacou que a Semana Nacional do Registre-se representa o marco inicial para o “resgate da cidadania e a conquista da autonomia por parte das pessoas em situação de vulnerabilidade".

De acordo com o magistrado, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região participa da ação oferecendo suporte especializado na análise de direitos a benefícios previdenciários e assistenciais dentro de sua competência constitucional, ampliando o alcance social da iniciativa.

A juíza auxiliar da Corregedoria do TJMG, Simone Saraiva de Abreu Abres, destacou que a mobilização amplia um serviço que já é contínuo, mas que ganha força durante o evento. Segundo ela, a edição anterior atendeu cerca de 1.200 pessoas. “Trata-se de uma verdadeira semana de cidadania, que intensifica o suporte a quem mais precisa e promove inclusão social”, afirmou.

Promovida pelo CNJ em todo o país, a iniciativa foca na regularização documental, essencial para que essa população possa acessar o mercado de trabalho ou solicitar benefícios assistenciais.

Histórias que mostram o impacto

Entre os atendidos está o barbeiro Veronilton Gonçalves, que vive em situação de rua há quatro meses. Ele procurou o serviço após perder seus documentos em uma agência bancária, o que o impediu de buscar emprego.

Sem certidão de nascimento e identidade, ele encontrou na iniciativa uma oportunidade de recomeço. “Aproveitei essa oportunidade agora para pegar minha certidão, tirar a identidade e já estou com uma entrevista de emprego encaminhada”, relatou.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Cuidado com o golpe do falso advogado

Se você receber ligações ou mensagens de supostos advogados solicitando dados pessoais ou transferências bancárias para movimentação de causa, liberação de alvará, transferência de ativos etc, DESCONFIE!

Confirme a veracidade da solicitação por meio dos contatos oficiais do seu escritório de advocacia.

JUSTIÇA FEDERAL
Tribunal Regional Federal da 6ª Região

Semana Nacional de Registro Civil – Registre-se!

Justiça Federal realiza oitiva de médico legista e bombeiros no Caso Brumadinho

Dando continuidade às audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho, a Justiça Federal de Minas Gerais realizou, na tarde de segunda-feira (6/4/2026), a oitiva de três testemunhas de acusação.

Após prestarem o compromisso de dizer a verdade, prestaram depoimento o médico-legista João Batista Rodrigues Júnior, do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, além do coronel Eduardo Ângelo Gomes da Silva e do capitão Leonardo de Castro Farah, ambos do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

A sessão foi conduzida pela juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte.

Primeira testemunha ouvida no dia, João Batista Rodrigues Júnior é graduado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), além de especialista em estudos de criminalidade (2001) e mestre em ciências da saúde (2009) pela mesma instituição. É também autor de obras em medicina legal, professor universitário e médico legista do IML de Belo Horizonte, desde 1997.

João Batista ficou responsável pela organização dos trabalhos da equipe de médicos legistas dedicados ao rompimento da barragem da Vale, atuando como gestor do “Projeto DVI”. A sigla, em inglês, refere-se a Disaster Victim Identification (Identificação de Vítimas de Desastres), conjunto de procedimentos técnicos baseados em protocolos internacionais, usado na medicina legal, para identificar corpos em eventos catastróficos com múltiplas vítimas. O médico legista respondeu perguntas sobre a organização e desenvolvimento dos trabalhos periciais, estado dos corpos e identificação das vítimas.

A segunda testemunha ouvida foi o coronel Eduardo Ângelo Gomes da Silva. Atualmente na reserva, ele era, à época do fato, o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, tendo atuado no local do acidente desde sua ocorrência até janeiro de 2020.

Responsável pela coordenação operacional dos trabalhos de resgate, a testemunha constatou que a área impactada pela onda de rejeitos, cerca de 15 quilômetros, já indicava um número elevado de vítimas.

O bombeiro militar também respondeu a perguntas sobre a organização e a formação das equipes de resgate, o deslocamento de bombeiros de outros estados, a disponibilidade de equipamentos adequados, a colaboração da Vale nos trabalhos, além de questões sobre protocolos de proteção à saúde dos bombeiros militares que tiveram atuação direta no local.

A última testemunha do dia foi o capitão da reserva Leonardo de Castro Farah. Bombeiro militar com experiência nacional e internacional em gestão de desastres, é graduado em ciências militares com ênfase em gestão de catástrofes pela Academia da Polícia Militar de Minas Gerais (2009) e mestre em geotecnia de desastres naturais pela Universidade Federal de Ouro Preto (2017). No rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, atuou como comandante de operações de busca e resgate.

Ele informou que, após o rompimento da barragem, foram realizadas operações de busca ininterruptas por sobreviventes durante dois dias. Posteriormente, pela impossibilidade de se localizar pessoas com vida e pelos riscos do trabalho noturno, as buscas continuaram apenas durante o dia.

O capitão da reserva ainda respondeu perguntas sobre o Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM), o desenvolvimento de uma “doutrina de resposta a desastres” após o Caso Brumadinho, além de questões sobre a saúde mental dos bombeiros militares.

Após as oitivas, ficou ajustado entre as partes e o juízo federal que a testemunha José Assunção Braga Neto será ouvida na próxima sexta-feira (10/4/2026), às 9h15. No mesmo dia, às 13h, será ouvida a testemunha Marta Aparecida Sawaya Miranda de Ávila.

Sobre as audiências

Ao todo, estão previstas 76 audiências, no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), com previsão de término em maio de 2027. Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da realização dos interrogatórios dos réus.

Todas as informações estão disponíveis no Portal do TRF6 no botão “Audiências Criminais de Brumadinho”.

Prorrogado o prazo para envio de propostas de enunciados à X Jornada de Direito Civil

Evento será realizado nos dias 15 e 16 de junho, na sede do CJF, em Brasília (DF)

O Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) prorrogou, para 9 de abril, o prazo para envio de propostas de enunciados à X Jornada de Direito Civil. As (Os) interessadas(os) devem encaminhar as proposições por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do CJF. Promovida pelo CEJ com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), a Jornada acontecerá nos dias 15 e 16 de junho de 2026, na sede do CJF, em Brasília (DF).

O encontro reunirá representantes da magistratura federal e estadual, do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Defensoria Pública da União (DPU), além de advogadas(os), docentes, especialistas e autoras(es) das propostas selecionadas.

Nos dois dias de evento, serão promovidas seis comissões de trabalho, todas presididas por ministras(os) do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) marca presença com a desembargadora federal Simone Lemos, que participa como secretária-executiva da Comissão III, cujo tema é “Direito das Coisas”.

Confira os temas que serão analisados por cada grupo:

Presidente: ministro Raul Araújo

Presidente: ministra Maria Isabel Gallotti

Presidente: ministro Moura Ribeiro

Presidente: ministro Paulo Sérgio Domingues

Presidente: ministro Villas Bôas Cueva

Presidente: ministro Ribeiro Dantas

Organização

A X Jornada de Direito Civil conta com a coordenação-geral do vice-presidente do CJF, diretor do CEJ e corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Luis Felipe Salomão e com a coordenação científica do ministro do STJ João Otávio de Noronha. A secretaria da coordenação-geral é exercida pela professora doutora Rosa Maria de Andrade Nery e pelo professor doutor Flávio Tartuce.

A coordenadoria executiva está a cargo do secretário-geral do CJF, juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos; da juíza federal Vânila Cardoso André de Moraes e do juiz federal Otávio Henrique Martins Port, ambos auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça Federal; da juíza de Direito Beatriz Fruet de Moraes, auxiliar da vice-presidência do STJ; da professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), doutora Ana Frazão; e do servidor do STJ Luciano Oliveira de Moraes.

Para mais informações, acesse a página oficina da X Jornada de Direito Civil, no Portal do CJF.

Fonte: CJF

Justiça Federal lança campanha para ampliar conscientização previdenciária em Minas Gerais

A Justiça Federal de Minas Gerais lançou a “Campanha de Conscientização Previdenciária”, com o objetivo de orientar os cidadãos mineiros sobre os requisitos necessários para garantir seus direitos previdenciários.

A iniciativa surgiu a partir da percepção de juízes federais sobre a baixa conscientização previdenciária de parcela significativa da população. Segundo os magistrados, muitos trabalhadores ainda não estão inseridos no sistema de Previdência Social ou interrompem suas contribuições, sem considerar situações como doença, acidente, invalidez, morte ou a necessidade de renda na velhice. Também foi identificado que muitos cidadãos vivem em uniões estáveis não formalizadas, o que pode dificultar o acesso a benefícios, como a pensão por morte.

A campanha foi idealizada pelo juiz federal da 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da 6ª Região, Flávio da Silva Andrade, e conta com o apoio do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Em sua fase inicial, em Uberlândia, o projeto também contou com o apoio do juiz federal Gustavo Soratto Uliano e da juíza federal substituta Ana Cláudia Machado.

De acordo com o juiz federal Flávio da Silva Andrade, a falta de informação adequada, muitas vezes, contribui para o indeferimento de benefícios na via administrativa, o que leva ao aumento do número de ações judiciais. Parte desses processos poderia ser evitada com planejamento e regularidade das contribuições previdenciárias.

“A soma dessas situações de desinformação resulta em um cenário de negativas sistemáticas de benefícios nas Agências da Previdência Social. Os cidadãos, ao terem seus pedidos negados na via administrativa, por falta de qualidade de segurado ou de provas, ingressam com milhões de ações no Poder Judiciário. Grande parte desses processos poderia ser evitada se a população agisse de forma preventiva e responsável. Além disso, observa-se um crescimento preocupante no número de pessoas que passam a depender exclusivamente de benefícios assistenciais do governo, como o Benefício de Prestação Continuada, o que gera desequilíbrio nas contas públicas, visto que esses programas possuem natureza não contributiva”, explicou.

Ainda de acordo com o magistrado, a campanha busca incentivar condutas preventivas, promovendo o acesso aos direitos ainda na via administrativa e contribuindo, a longo prazo, para a redução da judicialização contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Parceria com a CEMIG

A ação conta com o apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que, por meio de convênio com o TRF6, passará a incluir mensagens de conscientização previdenciária nas faturas de energia elétrica em todo o estado.

“Com isso, o TRF6, com o apoio da Cemig, pretende estimular uma série de atitudes concretas e imediatas na rotina da população mineira. A primeira mudança prática desejada é que os trabalhadores autônomos passem a contribuir. Os alertas inseridos nas faturas de energia ajudarão a conscientizar os mineiros sobre o tema. A campanha orienta, ainda, os trabalhadores a escolherem o plano de contribuição mais adequado à sua realidade financeira, assumindo a responsabilidade pelo recolhimento”, afirmou o juiz federal.

As mensagens serão veiculadas com variações ao longo dos meses, com o objetivo de fortalecer e ampliar o alcance da campanha. Entre as frases utilizadas estão: “Quem contribui para a Previdência transforma incertezas em segurança”; “Contribuir hoje é garantir que o amanhã não traga medo, mas amparo”; “Previdência Social: porque ninguém está imune às surpresas da vida”; “Autônomo sim, desprotegido não! A Previdência Social é para você também.”; “Viuvez não é só perda emocional; sem Previdência Social, é perda financeira também. Proteja-se!”.

“O cidadão precisa compreender que não pode buscar a proteção do Estado apenas no momento em que sofre um acidente ou quando atinge a idade avançada. O ingresso no sistema previdenciário deve ocorrer enquanto o indivíduo possui saúde e capacidade de trabalho. Nesse sentido, são as orientações e lições do Programa de Educação Previdenciária do INSS. As ideias deste programa precisam ser divulgadas e reforçadas junto à população. A campanha também transmite uma mensagem de valorização da vida e de cuidado com as pessoas próximas. O trabalhador precisa pensar em seus dependentes. Enfim, busca-se despertar a consciência cívica de que o sistema da Previdência Social se baseia na solidariedade e no esforço coletivo, e que o cidadão é o principal protagonista na construção de sua própria rede de proteção e de um futuro digno”, concluiu o magistrado.

Para saber mais sobre a “Campanha de Conscientização Previdenciária” e esclarecer dúvidas sobre o tema, foi criada uma página no Portal do TRF6. Acesse: Campanha de Conscientização Previdenciária - JUSTIÇA FEDERAL

Corregedoria do CJF inicia inspeção no TRF6

A Corregedoria-Geral da Justiça Federal iniciou nesta segunda-feira, 6 de abril, a inspeção ordinária no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). A atividade tem como objetivo avaliar o funcionamento administrativo e jurisdicional do Tribunal sob coordenação do corregedor-geral do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Luis Felipe Salomão. A inspeção segue até o dia 8 de abril.

Na abertura da cerimônia, o presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, destacou que a inspeção do CJF traz resultados profícuos para as atividades da Justiça Federal mineira, e ressaltou o importante papel na fiscalização e na orientação desempenhado pela Corregedoria do órgão: “Esse é um tribunal novo, um tribunal diferenciado em sua estrutura. O olhar da inspeção valorizará muito nosso tribunal. Muita coisa ainda evoluirá”.

Por sua vez, o vice-presidente e corregedor do TRF6, desembargador federal Ricardo Machado Rabelo, afirmou que as inspeções são muito importantes, principalmente ao considerar que o TRF6 é o mais novo tribunal da Justiça Federal brasileira, prestes a completar quatro anos de existência, pois permitem aos magistrados e servidores corrigir falhas, ajustar pontos e identificar problemas para melhorar a prestação jurisdicional. O corregedor do Tribunal também reiterou a importância das ferramentas de tecnologia no dia a dia: “Precisamos modernizar cada vez mais. O uso de inteligência artificial e do business intelligence vão nos permitir encontrar soluções e aprimorar. Acredito que é este caminho que temos que seguir”.

Ao encerrar a cerimônia de abertura da inspeção da Corregedoria do CJF no TRF6, o ministro Luis Felipe Salomão ressaltou que as inspeções buscam estreitar laços entre as instituições, cada uma se preparando para o encontro à sua maneira: “A finalidade da inspeção, da correição, não só é somar esforços. É uma via de mão dupla. Nós procuramos ajustar e contribuir com o tribunal, e o tribunal também contribui conosco com boas práticas, quando a gente compartilha isso”.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Portal do TRF6 abre espaço para ouvir usuários e aprimorar serviços digitais

Com o avanço dos serviços digitais no Judiciário, ouvir quem utiliza essas ferramentas deixou de ser apenas uma iniciativa desejável e passou a ser uma necessidade institucional. É nesse contexto que o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) promove uma pesquisa de experiência do usuário voltada ao seu portal eletrônico, com o objetivo de compreender como a população acessa, navega e utiliza as informações disponibilizadas pela Justiça Federal.

A proposta é simples, mas estratégica: identificar dificuldades, mapear comportamentos e aprimorar a comunicação com quem depende do portal para acessar serviços, acompanhar processos ou buscar informações. A iniciativa, encaminhada pela Assessoria Especial da Presidência, reforça o compromisso do tribunal com a transparência, a eficiência e a melhoria contínua dos canais de atendimento ao público .

Mais do que coletar dados, a pesquisa se apresenta como uma ponte entre a instituição e a sociedade. Ao abrir espaço para a escuta ativa, o TRF6 reconhece que a construção de um serviço público de qualidade passa, necessariamente, pela participação de quem está do outro lado da tela.

Acesse o formulário da Pesquisa de experiência do usuário do Portal TRF6 e participe!

Justiça Federal mede satisfação de usuários para aprimorar serviços de tecnologia

A transformação digital no Judiciário não se resume à adoção de novas ferramentas — ela exige escuta, avaliação e ajustes constantes. Com esse objetivo, a Justiça Federal inicia uma pesquisa de satisfação voltada aos usuários externos dos serviços de Tecnologia da Informação, buscando entender como essas soluções estão sendo percebidas por quem as utiliza no dia a dia.

A iniciativa integra a Meta 2 do Plano Estratégico de Tecnologia da Informação (PETI) 2021–2026, que estabelece como meta alcançar 80% de satisfação do público externo até 2026. Mais do que um indicador numérico, esse percentual funciona como um termômetro da qualidade dos serviços digitais oferecidos, orientando melhorias nos sistemas, nos processos e na forma como a tecnologia chega à população .

A pesquisa será aplicada entre os dias 1º de abril e 31 de julho de 2026 e deverá ser amplamente divulgada nos canais institucionais, especialmente nos portais eletrônicos, para garantir uma participação efetiva. A proposta é reunir percepções reais, identificar gargalos e fortalecer uma cultura de inovação que coloque o usuário no centro das decisões.

Ao abrir esse canal de diálogo, a Justiça Federal reafirma um princípio essencial: tecnologia só cumpre seu papel quando facilita o acesso, simplifica caminhos e responde, de forma concreta, às necessidades das pessoas.

Acesse o formulário da Pesquisa de Satisfação e participe!

Justiça Federal de BH condena membros de esquema que desviou R$ 6,7 milhões em fraudes judiciais de recursos do FPM

Resumo em Linguagem Simples
  • A Justiça Federal em Belo Horizonte condenou integrantes de um esquema de fraudes judiciais que desviou R$ 6,7 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A sentença foi proferida em 21 de outubro de 2025 pelo juiz federal Fernando Cezar Carrusca Vieira, da 1ª Vara Federal da capital.
  • Segundo a decisão, o grupo manipulava ações judiciais com dados falsos para obter restituições indevidas de contribuições previdenciárias retidas do FPM. O prejuízo total aos cofres públicos foi calculado em R$ 6.748.925,65, afetando os municípios de Abre Campo, Bocaiúva, Itambacuri, Jaíba, Monte Sião e Rio Pardo de Minas.
  • As investigações apontaram a atuação de ex-juiz federal, servidores públicos, advogados, gerente bancário e um lobista, que coordenava o esquema.
  • As ações eram ajuizadas com planilhas contábeis manipuladas, omitindo repasses feitos pela União para criar a falsa impressão de retenções indevidas. Os processos eram direcionados a uma vara federal específica, onde decisões liminares determinavam a liberação imediata dos valores.
  • O cumprimento das ordens ocorria de forma coercitiva, com ameaças a servidores e gerentes bancários — prática chamada pelos envolvidos de “cumprimento a jato”.
  • Condenações
    • Todos os réus deverão ressarcir solidariamente o dano global de R$ 6,7 milhões.
    • O mentor do esquema foi condenado a multa civil de R$ 13,3 milhões, suspensão dos direitos políticos por 9 anos e proibição de contratar com o poder público por 10 anos.
    • Um diretor de secretaria da vara foi condenado à perda da função pública, 10 anos de suspensão dos direitos políticos e 10 anos de proibição de contratar com o poder público.
    • Um gerente bancário recebeu multa de R$ 84 mil, além de 6 anos de suspensão dos direitos políticos e perda da função pública.
    • Advogados envolvidos também foram condenados, com multas, suspensão de direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.
    • O espólio do ex-juiz federal, falecido no curso do processo, e o espólio de um advogado que atuou como “laranja” também foram condenados ao ressarcimento solidário dos valores desviados.

O Juízo da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte proferiu sentença condenatória numa ação civil de improbidade administrativa que apurou o esquema de desvio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por meio de ações judiciais fraudulentas.

O dano global aos cofres públicos foi fixado, segundo valores atualizados, em R$ 6.748.925,65, correspondente aos prejuízos que impactaram os municípios de Abre Campo, Bocaiúva, Itambacuri, Jaíba, Monte Sião e Rio Pardo de Minas.

A decisão foi proferida no dia 21/10/2025 pelo juiz federal Fernando Cezar Carrusca Vieira.

Esquema utilizava dados falsos e direcionamento de processos

A fraude consistia na manipulação de ações judiciais para obter restituições indevidas de contribuições previdenciárias retidas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). As condutas ilegais tiveram a atuação dolosa de um ex-juiz federal, servidores públicos, um gerente bancário, um lobista e diversos advogados.

O FPM é uma transferência de recursos financeiros, de base constitucional (art. 159, inc. I da Constituição Federal), feita pela União aos municípios, composta por 22,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), consistindo na principal fonte de receita para a maioria das cidades brasileiras.

Segundo relatado na sentença, o esquema se iniciava por petições apresentadas à Justiça Federal mineira com informações falsas, a propositura de ações judiciais viciadas desde a origem, baseadas em planilhas contábeis manipuladas que omitiam deliberadamente repasses efetivamente realizados pela União aos Municípios a título de FPM. Essa omissão tinha “(...) o propósito de criar artificialmente a aparência de retenções indevidas e de lesão aos cofres municipais, conferindo aparência de plausibilidade a pedidos judiciais fraudulentos (...)”, conforme explicou a decisão.

As ações fraudulentas eram sistematicamente direcionadas a determinada vara federal, cujo titular – um ex-juiz federal (já falecido) – proferia decisões liminares de liberação de recursos de forma imediata, sem oitiva da parte contrária. As ordens eram endereçadas diretamente a servidores da Receita Previdenciária, e não ao INSS, inviabilizando a atuação da Procuradoria Federal.

O cumprimento das decisões fraudulentas ocorria de forma coercitiva, com ameaças de prisão a servidores públicos e gerentes bancários, prática apelidada pelos membros do esquema de "cumprimento a jato". Oficiais de justiça eram deslocados da Capital para outras localidades, muitas vezes acompanhados por membros do esquema.

Condenações

Todos os réus responderão solidariamente pelo ressarcimento integral dos valores desviados (o chamado “dano global”), correspondendo ao valor de R$ 6,7 milhões, devidamente atualizados.

O mentor do esquema, suposto lobista e proprietário de uma empresa de consultoria, responsável por coordenar a cooptação de prefeitos e o financiamento das diligências de servidores públicos para cumprimento das decisões judiciais fraudulentas, foi condenado a multa civil de R$ 13,3 milhões, suspensão dos direitos políticos por 9 anos e proibição de contratar com o poder público por 10 anos.

O ex-juiz federal, falecido no curso deste processo, teve seu espólio condenado ao ressarcimento solidário do dano global.

O diretor de secretaria da vara federal que emitia as sentenças fraudulentas e que, também, atuava como elo entre o ex-juiz e os demais envolvidos, foi condenado a suspensão dos direitos políticos por 10 anos, proibição de contratar com o poder público por 10 anos e a perda da função pública.

O gerente bancário que intermediou vantagens indevidas e ocultou valores foi condenado a multa de R$ 84 mil, suspensão dos direitos políticos por 6 anos, proibição de contratar com o poder público por 6 anos e perda da função pública.

Os advogados que elaboravam as petições com dados falsos e participavam das diligências coercitivas para levantar quantias de forma fraudulenta tiveram penas proporcionais e multas entre R$ 9,6 mil e R$ 60,4 mil, suspensão dos direitos políticos por 4 a 5 anos, além da proibição de contratar com o poder público pelos mesmos prazos.

O espólio do advogado que atuou como "laranja" no recebimento dos recursos foi condenado ao ressarcimento solidário do dano global, observado o limite da herança.

Processo nº 0078736-98.2009.4.01.3800. Sentença em 21/10/2025.

José Américo Silva Montagnoli

Analista Judiciário

Unidade Avançada da Justiça Federal em Araxá realiza primeira audiência

Foi realizada, no último dia 12 de março, a primeira audiência de instrução e julgamento na Unidade Avançada de Atendimento (UAA) da Justiça Federal em Araxá (MG).

Para o juiz federal Victor de Carvalho, a realização de audiências em Araxá facilita o acesso à Justiça, especialmente para pessoas que muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade social e que antes precisavam se deslocar para outras cidades.

“A instalação dessa unidade amplia o acesso à Justiça Federal e contribui para a garantia de direitos, principalmente para a população mais vulnerável, que muitas vezes enfrenta dificuldades para chegar aos serviços jurisdicionais. Em audiências como esta, por exemplo, participam a parte autora e testemunhas, que antes precisavam se deslocar até Uberaba, sede da subseção. Com isso, a população do município passa a ter acesso a serviços que antes estavam disponíveis apenas nas cidades sedes da Justiça Federal”, explicou o magistrado.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira,  esteve presente na audiência e destacou a importância das Unidades Avançadas de Atendimento como uma nova estrutura de atuação da Justiça Federal, voltada à ampliação do acesso da população aos serviços judiciais. Segundo ele, a iniciativa também contribui para a reorganização das competências entre a Justiça Federal e a Justiça estadual. “A gente pretende que a Justiça estadual assuma plenamente suas funções constitucionais e institucionais, julgando as causas que são próprias de sua competência. Com isso, a Justiça Federal também assume de forma mais direta as atribuições que lhe cabem”, afirmou.

O magistrado ressaltou ainda que o momento foi significativo para a instituição e para a população da região. “Hoje tivemos um momento que é mais do que simbólico: realizamos uma audiência e inauguramos, na prática, o funcionamento desta UAA. Quero parabenizar a todos pela participação e pela recepção neste momento de celebração”, destacou.

Participaram ainda pelo TRF6 o secretário-geral da Presidência, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento, o diretor-geral Jânio Mady e o juiz federal Ronaldo Santos, representando o desembargador federal e coordenador dos Juizados Especiais Federais, Grégore Moura.

Jurisdicionados aprovam UAA

Para o advogado da parte, Rogério Silva Borges, a realização da audiência na própria cidade representa um avanço para a população da região. “Consideramos muito importante a iniciativa do TRF6 em implantar essa Unidade Avançada de Atendimento. A medida facilita o andamento dos processos e aproxima a Justiça da comunidade de Araxá, que não precisará mais se deslocar até Uberaba para resolver suas demandas”, afirmou.

Ao comentar o caso de sua cliente, o advogado explicou que a ação envolve o reconhecimento de união estável para fins de concessão de pensão por morte. Segundo ele, Dona Arlete Pires não era casada formalmente, mas mantinha união estável com o companheiro falecido. O advogado destacou ainda que o processo estava bem instruído e que, na audiência de instrução e julgamento realizada na unidade, foram colhidos os depoimentos das testemunhas e o depoimento pessoal da autora. De acordo com ele, o resultado foi positivo, com a concessão do benefício e o encerramento do processo.

Dona Arlete Pires comemorou o resultado obtido na audiência. Ela contou que viveu por cerca de 20 anos em união estável com o companheiro, que faleceu há dois anos, e aguardava desde então o reconhecimento do vínculo para ter acesso ao benefício. Segundo ela, após a morte do companheiro, enfrentou dificuldades financeiras. “Eu recebo apenas um salário mínimo e tenho muitos gastos com remédios. Estava muito apertado”, relatou.

Com o reconhecimento da união estável e a concessão do benefício, Dona Arlete deixou a audiência satisfeita com o resultado. “Agora saio daqui feliz, graças a Deus”, disse.

Sobre a UAA

As Unidades Avançadas de Atendimento (UAAs) são pontos fixos criados para facilitar o acesso da população aos serviços da Justiça Federal em localidades onde não há vara federal instalada. A iniciativa proporciona mais rapidez, eficiência e comodidade, além de reduzir a necessidade de deslocamentos por parte dos jurisdicionados.

Entre os serviços oferecidos na cidade de Araxá estão a atermação de ações, atendimento às partes e advogados, realização de perícias médicas judiciais e audiências por videoconferência.

Confira a 8ª edição do boletim “Cem (ou mais) Precedentes” do NUGEPNAC

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TRF6 expande presença no interior de Minas

No dia 12 de março de 2026, foi realizada uma solenidade que marcou a chegada de três Unidades Avançadas de Atendimento (UAAs) da Justiça Federal da 6ª Região no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba: uma unidade instalada em Ibiá, que recebeu o evento no Fórum da Comarca do município, e outras duas formalmente inauguradas em Araxá e Frutal. O evento também oficializou a implantação da Central de Processo Eletrônico nas Turmas Recursais de Araxá e Patos de Minas, além de prestar homenagem ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Afrânio Vilela, natural de Ibiá. O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira, participou do evento. Além dele, participaram pelo TRF6: o secretário-geral da Presidência, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento; o diretor-geral, Jânio Mady; e o juiz federal Ronaldo Santos, representando o desembargador federal Grégore Moura, coordenador dos Juizados Especiais Federais.

A criação das unidades avançadas amplia o acesso da população à Justiça Federal, aproximando os serviços do cidadão e facilitando o atendimento em regiões do interior do Estado.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira, classificou a inauguração das unidades como um "avanço histórico da Justiça Federal", marcado por uma readequação estratégica de competências entre as esferas estadual e federal. "Anteriormente, a Justiça Estadual acabava assumindo responsabilidades que originalmente pertenciam à esfera federal, simplesmente porque a Justiça Federal ainda não possuía presença física nessas localidades. Agora, por meio de um termo de cooperação, estamos mudando essa realidade", explicou.

Para o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, a parceria com o TRF6 é fundamental. "A Justiça Estadual e a Justiça Federal de mãos entrelaçadas em benefício da população. Nós estamos dando qualidade de vida às pessoas que moram na região, que não vão precisar mais se deslocar até a sede da Justiça Federal, andando mais de 200 quilômetros. Elas serão atendidas onde residem", comemorou o presidente do TJMG.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Afrânio Vilela, ressaltou a importância das unidades avançadas de atendimento da Justiça Federal para a região. "É um momento de muita alegria. Ao mesmo tempo, um momento de concretização e efetivação do acesso do cidadão à decisão final, a uma decisão jurisdicional que vai reconhecer o seu direito ou não", explicou o ministro.

Presença de autoridades

A cerimônia reuniu autoridades do Judiciário, do Executivo e representantes da advocacia. Entre os presentes, estavam o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior e o próprio ministro Afrânio Vilela.

Também participaram o diretor do Foro da Comarca de Ibiá, juiz Gabriel Miranda Acchar; o segundo vice-presidente do TJMG, desembargador Saulo Versiani Penna; e o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho.

Autoridades municipais e representantes de instituições também estiveram presentes, como o prefeito de Ibiaí, Guiliano Gilles Ferreira; o presidente da Câmara Municipal, André Luiz Ribeiro; membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de representantes das forças de segurança e do Judiciário de outras comarcas.

Homenagem

A cerimônia também prestou homenagem ao ministro Afrânio Vilela, natural da região, destacando sua trajetória e contribuição ao Judiciário brasileiro. "A fixação da minha fotografia na parede é mais do que uma foto. É uma história de vida contada de hoje até o dia do meu nascimento, desde quando eu corria descalço pelas barrancas do Rio Misericórdia", assinalou o ministro.

A solenidade em Ibiaí marcou um momento histórico para a Justiça Federal na região, consolidando avanços no acesso à Justiça e reforçando a cooperação entre os tribunais federal e estadual.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Juizado Especial Federal do TRF6 no Norte de Minas é destaque no Jornal da Justiça

O 1º Juizado Especial Federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) no Norte de Minas foi destaque no Jornal da Justiça.

Moradores de comunidades tradicionais da região frequentemente enfrentam grandes dificuldades para acessar serviços públicos e benefícios previdenciários. Para contribuir com a mudança dessa realidade, o TRF6 realizou o primeiro Juizado Especial Federal itinerante do TRF6, levando atendimento jurídico à comunidade quilombola Barra do Tejuco, no município de Januária.

A iniciativa busca aproximar a Justiça Federal de populações que vivem longe dos centros urbanos e garantir direitos que, muitas vezes, aguardam reconhecimento por anos. Confira na reportagem.

Implantação da versão nacional 9.19 do sistema eproc

Informamos que a versão nacional 9.19 do eproc será implantada no dia 21 de março de 2026, das 8h às 14h. Durante esse período, haverá interrupção do sistema eproc de primeiro e segundo graus.

Vara Federal de Varginha lança campanha solidária para ajudar pacientes com câncer

A 1ª Vara Federal de Varginha, em Minas Gerais, lançou o Projeto “Tampinha Solidária, uma iniciativa que une saúde, sustentabilidade e solidariedade por meio da arrecadação de tampinhas plásticas.

A campanha tem como objetivo mobilizar magistrados, servidores, estagiários, terceirizados, advogados e também o público que frequenta a unidade judicial a guardar e doar tampinhas plásticas. O ponto de coleta foi instalado no setor de atendimento da 1ª Vara Federal na cidade de Varginha.

O material arrecadado será destinado à Associação do Voluntariado de Varginha Vida Viva, entidade que há anos desenvolve um importante trabalho de apoio a pacientes oncológicos de Varginha e região.

Após a coleta, as tampinhas são encaminhadas para reciclagem e os recursos obtidos com a venda do material são revertidos para a aquisição de fraldas geriátricas, medicamentos e outros itens essenciais aos pacientes oncológicos assistidos pela instituição.

Segundo o juiz federal titular da 1ª Vara de Varginha, Mário de Paula Franco Júnior, a iniciativa é simples, mas tem grande impacto na construção de uma sociedade mais fraterna, solidária e sustentável. Ele destaca que pequenas contribuições individuais, além de promoverem a conscientização sobre práticas ambientalmente sustentáveis, contribuem diretamente no auxílio a pessoas que enfrentam o difícil tratamento contra o câncer.

“A iniciativa reforça o compromisso institucional da 1ª Vara Federal de Varginha com práticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, incentivando o reaproveitamento de resíduos plásticos, além de prestigiar a cultura da solidariedade e fraternidade”, explica.

Mais do que uma campanha de arrecadação, o “Tampinha Solidária” convida a comunidade a transformar pequenos gestos cotidianos em ações concretas de cuidado com o próximo e com o meio ambiente.

Unidade Avançada de Arcos cria sala multissensorial para acolhimento de crianças

A Unidade de Atendimento Avançado (UAA) de Arcos, vinculada à Subseção Judiciária de Divinópolis (MG), criou uma Sala Multissensorial destinada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou que demandem atenção diferenciada.

O espaço foi planejado para proporcionar um atendimento mais humanizado e acolhedor, oferecendo um ambiente tranquilo e adaptado às necessidades das crianças. A sala é destinada ao acolhimento de filhos de jurisdicionados que estejam sendo atendidos na unidade, bem como de crianças que comparecem ao local para a realização de perícias médicas. Não há faixa etária específica para utilização do espaço.

O ambiente conta com mesa para desenho, cadeiras infantis, pintura lúdica nas paredes, livros e brinquedos. Os materiais foram providenciados por servidoras da Prefeitura Municipal que atuam na UAA de Arcos. Durante a permanência no local, as crianças permanecem acompanhadas pelos pais ou responsáveis.

Ambiente tem agradado o público

A iniciativa surgiu a partir da grande demanda observada na Subseção Judiciária de Divinópolis e na própria UAA de Arcos, onde são realizadas, anualmente, centenas de perícias em processos relacionados a pedidos de benefício assistencial (LOAS). Em muitos desses casos, as partes autoras são crianças diagnosticadas com TEA ou TDAH.

A proposta foi inspirada na experiência bem-sucedida da Subseção Judiciária de Ipatinga, na qual iniciativa semelhante foi implantada em 2024.

Em funcionamento desde fevereiro deste ano, a sala multissensorial tem sido bem recebida por pais e crianças que passam pela unidade. Segundo relatos, o espaço tem contribuído para tornar o atendimento mais acolhedor. Os familiares também destacam a beleza da pintura do ambiente e parabenizam a iniciativa.

TRF6 fortalece acesso à Justiça em ação do programa Rua de Direitos voltada a mulheres em BH

Cerca de 200 mulheres em situação de rua da capital mineira participaram, na sexta-feira (6/3/2026), de mais uma edição do programa Rua de Direitos, iniciativa interinstitucional que reuniu diversos órgãos públicos para oferecer serviços essenciais e orientação jurídica à população em situação de vulnerabilidade. A ação integra a política PopRuaJud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criada para facilitar o acesso da população em situação de rua ao sistema de Justiça. O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) participou da ação oferecendo orientação, distribuindo kits de higiene e par de chinelos.

Realizado às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o evento priorizou o atendimento ao público feminino. Os serviços foram prestados no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição dos Pobres, localizado no bairro Lagoinha, em Belo Horizonte. A iniciativa contou com a participação de diversas instituições, entre elas o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e o Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais, além da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, da Defensoria Pública da União e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o juiz federal José Maurício Lourenço, a iniciativa é resultado de uma articulação entre tribunais, instituições públicas e entidades da sociedade civil para ampliar o acesso a direitos. “Esse trabalho, encabeçado atualmente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, é para poder levar um dia de direitos para as pessoas em situação de vulnerabilidade social, em especial às mulheres em situação de rua”, afirmou.

O magistrado ressaltou que a ação voltada ao público feminino busca enfrentar as múltiplas violências vividas por essas mulheres. “A mulher que está em situação de rua sofre todos os tipos de violência imagináveis. Então, essa ação voltada especificamente para esse público busca garantir o mínimo de dignidade a elas, dando acesso à confecção de documentos, à arara solidária, a um tratamento de beleza (que também é direito delas), e ao reconhecimento de direitos previdenciários ou documentação registral”, explicou.

A coordenadora do Núcleo de Voluntariado do comitê PopRuaJud mineiro, Maria Luiza de Marilac Alvarenga Araújo, destacou as dificuldades de mobilizar o público atendido. A magistrada aposentou-se do TJMG em outubro de 2025, mas segue atuando na coordenação do núcleo. “Sabemos que a mobilização é muito difícil e muitas delas estão muito longe e não têm nem meio de transporte. Nós colocamos algumas vans para trazê-las, mas só a gente sabe das dificuldades. Muitas precisam deixar filhos ou têm outras responsabilidades. Mesmo assim, é uma ação exclusivamente voltada para essas mulheres, oferecendo vários serviços essenciais que no dia a dia elas têm dificuldade de acessar”, explicou. Segundo ela, entre os atendimentos oferecidos estavam: segunda via de documentos, encaminhamento para mamografia e regularização do título de eleitor.

A assistente social Juliana Silva, que acompanha cerca de 20 mulheres em situação de rua em Belo Horizonte, também participou da ação auxiliando nas demandas das atendidas. “Estou tentando resolver algumas demandas. São várias moradoras que eu acompanho e tive uma experiência muito positiva agora em relação ao Cadastro Único. Vim para tirar algumas dúvidas, receber orientações e também auxiliar as meninas em algumas atualizações”, relatou.

Entre as mulheres atendidas estava Glaucimar de Fátima, que conseguiu acessar alguns dos serviços disponibilizados no evento. “Eu realmente estava precisando de um chinelo. Cheguei e estava tendo a doação, já peguei um para mim e também o kit de higiene, com escova de dente, antitranspirante e sabonete. Também conversei com a moça para dar andamento na minha documentação”, comemorou.

Durante o evento, foram oferecidos diversos serviços, como orientação e atendimento jurídico, atendimento previdenciário e assistencial do INSS, regularização eleitoral, orientação sobre o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e empregabilidade, testes para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), além da distribuição de kits de higiene, pares de chinelos, roupas por meio da arara solidária, corte de cabelo e oferta de almoço e lanche.

A iniciativa reforça a atuação conjunta do sistema de Justiça e de instituições públicas na promoção de cidadania e inclusão social para pessoas em situação de rua, especialmente mulheres que enfrentam múltiplas formas de vulnerabilidade.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Justiça Federal homologa acordo entre Vale e comunidade indígena Kamakã Mongoió em ação possessória

A Justiça Federal em Minas Gerais homologou acordo celebrado entre a Vale S.A. e a comunidade indígena Kamakã Mongoió em ação de reintegração e manutenção de posse que discutia a ocupação de área localizada no município de Brumadinho (MG).

O processo foi ajuizado pela empresa após a ocupação, em outubro de 2021, de parte da Fazenda Córrego da Areia, imóvel de sua propriedade. 

Durante a tramitação do processo, foram realizadas diversas audiências de conciliação, com oitivas das partes. Também foi realizada uma visita técnica à comunidade indígena com o objetivo de compreender o contexto social da ocupação e buscar uma solução consensual para o conflito. 

As tratativas resultaram na formalização de um acordo entre as partes, posteriormente homologado pela Justiça Federal.

Pelo ajuste firmado, a empresa se comprometeu a promover a doação de área de 20 hectares do imóvel objeto da ação à União, mediante desmembramento da matrícula, para possibilitar a permanência e a ocupação da área pela comunidade indígena Kamakã Mongoió. A área oferecida é superior à faixa atualmente ocupada pela comunidade, que corresponde a cerca de 1 hectare.

A construção da solução contou com a participação de diversos órgãos e instituições que atuaram no processo, entre eles a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Defensoria Pública da União, o Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União.

Durante a análise da proposta, foram apresentadas manifestações sobre aspectos específicos do acordo, incluindo a definição da modalidade jurídica da área a ser destinada à comunidade; as responsabilidades relativas à formalização da doação; e as exigências técnicas para o desmembramento e a transferência do imóvel.

TRF6 parabeniza a PRR6 pelo aniversário de três anos e destaca parceria com o MPF

Instalação da Procuradoria Regional da República da 6ª Região consolida atuação institucional do Ministério Público Federal na segunda instância da Justiça Federal em Minas Gerais

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) parabeniza o Ministério Público Federal (MPF) pela celebração dos três anos de instalação da Procuradoria Regional da República da 6ª Região (PRR6), marco relevante para o fortalecimento do sistema de Justiça em Minas Gerais e para o aprimoramento da atuação institucional na segunda instância da Justiça Federal.

A PRR6 foi efetivamente instalada em 23 de fevereiro de 2023, após previsão legal de implantação 180 dias depois da criação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região. Atualmente, a unidade é liderada pelo procurador-chefe regional Patrick Salgado Martins, tendo como substituto José Adércio Leite Sampaio e como segundo substituto Darlan Airton Dias.

A Procuradoria Regional da República da 6ª Região é a unidade do Ministério Público Federal responsável pela atuação em segundo grau no estado. A sede do MPF em Minas Gerais funciona na avenida Brasil, 1877, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte.

A data comemorativa simboliza não apenas a consolidação estrutural da Procuradoria Regional, mas também o amadurecimento de uma atuação estratégica voltada à efetividade da prestação jurisdicional e ao fortalecimento do diálogo institucional entre os órgãos que compõem o sistema de Justiça.

Magistrados do TRF6 destacam importância da PRR6 para o sistema de Justiça em Minas Gerais

O Ministério Público Federal tem assento garantido na Corte Federal de Minas Gerais na qualidade de custos legis (fiscal do ordenamento jurídico). Seus membros participam das sessões do Tribunal e também atuam como autores em ações civis públicas e processos criminais, papel que reforça a relevância constitucional do MPF como função essencial à Justiça.

Ao parabenizar a PRR6 pelos seus três anos de atuação, o presidente do Tribunal, desembargador federal Vallisney Oliveira, ressaltou que o Ministério Público Federal, especialmente após a Constituição de 1988, tem cumprido com independência sua missão institucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses públicos e sociais.

Magistrados destacam cooperação institucional entre TRF6 e MPF

O desembargador federal Edilson Vitorelli destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições:

“A presença institucional do Ministério Público Federal na segunda instância fortalece o sistema de Justiça e contribui para decisões mais qualificadas. A atuação da PRR6 ao longo desses três anos demonstra o compromisso do MPF com a defesa da ordem jurídica e com a efetividade dos direitos da sociedade.”

O desembargador federal Álvaro Souza Cruz ressaltou o significado institucional da criação da Procuradoria Regional da República da 6ª Região:

“O Ministério Público é constitucionalmente uma função essencial à Justiça. Mas a PRR6 é mais do que essencial. Assim como o TRF6, ela foi longamente esperada pela sociedade e pela própria instituição. Como egresso do Ministério Público Federal, tenho enorme orgulho desta nova casa, que tanto abrilhanta o MPF.”

O desembargador federal Lincoln Rodrigues de Faria também destacou o papel da PRR6 no fortalecimento do sistema de Justiça:

“A instalação da Procuradoria Regional da República da 6ª Região representa um passo importante para o fortalecimento das instituições que compõem o sistema de Justiça em Minas Gerais. Ao longo desses três anos, a PRR6 tem contribuído para o aprimoramento do debate jurídico e para a construção de decisões cada vez mais qualificadas na Justiça Federal.”

Parcerias recentes reforçam diálogo e presença institucional

No dia 25 de fevereiro de 2026, o TRF6 levou serviços judiciais à comunidade quilombola Barra do Tejuco, em Januária, e ao território indígena Xacriabá, em São João das Missões, no Norte de Minas Gerais. A iniciativa integrou o projeto do primeiro Juizado Especial Federal Itinerante na região, com foco na ampliação do acesso à Justiça Federal.

A ação contou com a parceria do MPF, da Defensoria Pública da União (DPU) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reforçando a atuação interinstitucional voltada à promoção da cidadania e à garantia de direitos para populações historicamente afastadas dos serviços públicos.

Outro exemplo dessa cooperação ocorreu em 21 de maio de 2025, durante audiência pública realizada no acampamento cigano de Ibirité (MG), promovida pelo MPF dentro da programação do Maio Cigano, iniciativa dedicada à valorização da cultura e da identidade dos povos ciganos no Brasil.

Cooperação que aproxima a Justiça da sociedade

As ações conjuntas evidenciam que a cooperação entre o TRF6 e o Ministério Público Federal vai além da atuação processual, alcançando também iniciativas voltadas ao acompanhamento de demandas sociais e à promoção de direitos.

A trajetória da Procuradoria Regional da República da 6ª Região e a atuação conjunta com o Tribunal Regional Federal da 6ª Região demonstram que o fortalecimento das instituições públicas contribui para uma Justiça mais eficiente, acessível e próxima da sociedade.

Justiça Federal realiza o quarto dia de audiências do Caso Brumadinho

O Juízo da 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte realizou, na sexta-feira (6/3/2026), o quarto dia das audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.

A juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, continuando a instrução, realizou a oitiva de apenas duas testemunhas de acusação que, por razões legais, foram ouvidas como informantes.

A testemunha Leandro Borges Cândido, que seria a primeira a ser ouvida, não compareceu. A juíza federal informou, preliminarmente, que a testemunha afirmou não estar em condições de comparecer à oitiva por razões emocionais associadas ao rompimento da barragem. A magistrada informou que a testemunha será ouvida na próxima segunda-feira (9/3/2026).

Dando sequência, foi ouvido William Isidoro de Jesus, que trabalhou por 11 anos na Vale. Sobrevivente do rompimento, William era operador de empilhadeira. Da sua equipe, contou que apenas ele e a testemunha faltante Leandro sobreviveram. Também prestou depoimento Waldson Gomes da Silva, empregado de empresa terceirizada da Vale, que trabalhava como motorista de caminhão. Relatou ter sobrevivido por subir no teto do caminhão que dirigia.

Entre os questionamentos feitos durante a audiência, os depoentes foram indagados se as sirenes de emergência chegaram a tocar no dia do desastre e se já haviam recebido pagamentos indenizatórios da mineradora.

O quinto dia de audiências está previsto para segunda-feira (9/3/2026), às 13h, quando serão ouvidas as testemunhas Elias de Jesus Nunes, Soraia Aparecida Campos e Jefferson Custódio Santos Vieira, além da testemunha Leandro Borges Cândido.

Sobre as audiências

Ao todo, estão previstas 76 audiências, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), com previsão de término em maio de 2027. Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da realização dos interrogatórios dos réus.

Todas as informações estão disponíveis no Portal do TRF6 no botão “Audiências Criminais de Brumadinho”.

Atualização programada poderá causar indisponibilidade temporária dos sistemas Processual e SARH

A Secretaria de Tecnologia da Informação (SECTI) informa que será realizada a atualização do Storage Dell Unity (versão 5.5.2.0), equipamento responsável pelo armazenamento de dados on-premise dos sistemas Processual e SARH, além da replicação das bases Oracle utilizadas pelo sistema DataSeis, hospedado em nuvem AWS.

A atualização será executada pela fabricante Dell com o objetivo de garantir maior segurança, estabilidade e desempenho ao ambiente institucional de armazenamento de dados.

O procedimento está programado para o dia 7 de março de 2026 (sábado), das 16h às 22h. Durante esse período, os sistemas Processual e SARH ficarão temporariamente indisponíveis.

O sistema DataSeis permanecerá em funcionamento, podendo ocorrer apenas eventual atraso na replicação de dados, que será acompanhado tecnicamente pela empresa contratada Positivo S+.

A medida é necessária para a manutenção e aprimoramento da infraestrutura tecnológica do Tribunal. Recomenda-se que as unidades e os usuários dos sistemas Processual e SARH se programem previamente, considerando a indisponibilidade temporária no período informado.

A SECTI acompanhará toda a execução da atualização para garantir a normalização dos serviços no menor prazo possível.

Subseção de Uberlândia participa de iniciativa para retificação de registros civis de pessoas indígenas

A Subseção Judiciária de Uberlândia participou de uma iniciativa voltada à retificação de registros civis de pessoas indígenas no município. A ação reuniu instituições do sistema de Justiça e da comunidade acadêmica, com a participação do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em uma atividade voltada à promoção da cidadania e ao reconhecimento da identidade dos povos originários.

Representando Tribunal Regional Federal da 6ª Região e gestor do JUS-POVOS juiz federal Osmane Antônio dos Santos, da Subseção Judiciária de Uberlândia, destacou a importância do procedimento para garantir direitos e reparar distorções históricas nos registros civis de pessoas indígenas.

Segundo o magistrado, a atualização das certidões permite resgatar elementos essenciais da identidade desses povos, muitas vezes suprimidos ao longo do tempo. “A retificação da certidão de nascimento indígena é um resgate, uma das etapas de reconhecimento e devolução a esses povos originários da sua verdadeira identidade e de sua ressignificação social”, afirmou.

A possibilidade de alteração do registro civil foi ampliada com a Resolução Conjunta CNJ/CNMP nº 12/2024, que estabelece regras para facilitar o procedimento. A norma permite a inclusão do nome indígena, da etnia, do sobrenome ancestral e do local de origem, como a aldeia de pertencimento.

Com a regulamentação, o processo tornou-se mais simples e acessível. Atualmente, a pessoa indígena não precisa apresentar documentos formais para comprovar sua etnia caso não os possua. Nesses casos, é aceita a declaração de pertencimento, que pode ser certificada por liderança indígena ou ratificada presencialmente.

A iniciativa integra um conjunto de ações que buscam ampliar o acesso à documentação básica e assegurar o reconhecimento oficial da identidade cultural dos povos originários. Medidas como essa contribuem para fortalecer direitos e promover inclusão social, ao permitir que identidades historicamente invisibilizadas passem a constar de forma legítima nos registros civis brasileiros.

Mensagem da Escola de Magistratura para o Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional da Mulher: o TRF6 conta sua relação com o feminino, a partir de decisões

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tornou-se uma das datas cívicas mais difundidas no mundo contemporâneo.

Historicamente, a data está associada ao reconhecimento da participação feminina na vida econômica, política e social, bem como à consolidação de direitos civis e trabalhistas ao longo dos séculos XX e XXI.

Hoje, o simbolismo e a importância desta celebração transcendem as conquistas de direitos mínimos para a dignidade humana e se relacionam com problemas mais profundos sobre a questão de gênero no mundo.

Neste sentido, o dia 8 de março não se resume a um momento para reverenciar as variadas dimensões do feminino. Mais do que isto, é data oportuna para merecidas homenagens às mulheres, e – especialmente – para refletir sobre o que se conquistou e no que se precisa avançar.

Origem histórica e reconhecimento internacional

A socióloga brasileira e ex-senadora Eva Blay, pioneira nos estudos sobre a condição feminina e questões de gênero no Brasil, esclarece que, embora a tragédia da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, em 1911 — que matou 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres — tenha se incorporado ao imaginário coletivo como inspiração para o surgimento da data, o processo de instituição de um dia internacional das mulheres já vinha sendo construído.

Em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres, na Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs a instituição de um Dia Internacional da Mulher, com caráter anual, para promover a igualdade de direitos, incluindo o direito ao voto. A proposta foi aprovada por unanimidade pelas representantes de 17 países, mas sem a fixação de uma data específica.

Todavia, apenas em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o Ano Internacional da Mulher e instituiu o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Há consenso entre especialistas que a escolha deste dia vincula-se à história revolucionária da Rússia. Em 23 de fevereiro de 1917 (pelo calendário juliano, então em vigor na Rússia), que corresponde a 8 de março no calendário gregoriano, uma grande manifestação de operárias têxteis tomou as ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo), evento considerado um dos estopins para a Revolução Russa.

Mulheres, questões de gênero e o nosso TRF6

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) já nasceu sob o signo do feminino!

Isto se vê na própria identidade visual adotada pelo Tribunal, marcado pela cor fúcsia, tida por tom vibrante e intenso, frequentemente associado a energia, a audácia e – principalmente – ao feminino. Sobre esta última associação, lembremos que a fúcsia é também uma planta de flores exuberantes (conhecidas como “brincos-de-princesa) e flores, sabemos, são símbolos atemporais do feminino.

Também não se pode esquecer que o surgimento e pioneirismo do TRF6 é marcado pela liderança de uma mulher. A primeira presidente do TRF6 foi a desembargadora federal Mônica Sifuentes. Com doutorado em direito Constitucional (UFMG/Universidade de Lisboa) e mais de 30 anos de carreira, a magistrada, em 2022, foi agraciada com o Diploma Bertha Lutz, outorgado pelo Senado Federal em reconhecimento a sua atuação em defesa dos direitos da mulher e questões de gênero.

Mulheres são estudantes (em verdade, pesquisas demonstram que estudam por mais anos que homens e são maioria no ensino superior), trabalhadoras, empreendedoras, autoridades públicas, mães, artistas, intelectuais, filhas; enfim, a mulher está em permanente protagonismo na sociedade. Contudo, isto se opera numa sociedade marcada pela violência de gênero em todas as suas formas e na qual a discriminação e o sexismo estrutural perpetuam injustiças.

Neste cenário, o TRF6 tem apresentado, em suas decisões, julgamentos e atividades institucionais, respostas consistentes aos desafios contemporâneos que se apresentam às mulheres mineiras. É um compromisso do qual nosso Tribunal, desde sua criação, sempre buscou honrar.

Destacaremos, a seguir, algumas histórias contadas em decisões do TRF6 e que espelham os grandes desafios enfrentados pela mulher mineira e as respostas que o Tribunal tem apresentado.

Lutas por direitos, contadas em nossas decisões

As quatro histórias que serão contadas foram extraídas de processos julgados pelo TRF6. Elas demonstram que, mesmo com previsão constitucional explícita da igualdade de direitos entre os gêneros e avanços concretos na proteção jurídica, a mulher ainda precisa recorrer ao Judiciário para superar discriminações e abusos de toda natureza.

A primeira história trata do resgate da dignidade previdenciária de uma trabalhadora rural.

Em importante voto da desembargadora federal Luciana Pinheiro Costa, adotou-se o “protocolo para julgamento com perspectiva de gênero”, segundo normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na decisão, uma mulher já falecida, teve seu trabalho doméstico integrado ao conceito de economia familiar, caracterizando uma mãe lavradora como segurada especial e permitindo o reconhecimento do direito à aposentadoria por idade rural. Antes, somente o trabalhador rural era considerado chefe ou arrimo de família para efeito de aposentadoria, o que violava o princípio constitucional da igualdade. (Processo nº 0074593-34.2010.4.01.9199 - Julgamento em 14/05/2025).

A segunda história revela a dificuldade dos Poderes Públicos de combaterem a disparidade salarial entre homens e mulheres para os mesmos cargos, algo comum no país, com frequente prejuízo das mulheres.

Em decisão de nosso Tribunal, no ano de 2024, reconheceu-se a validade de decreto e portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, regulamentadores da Lei 14.611/23, que trata da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. A decisão judicial entendeu que o governo federal não havia extrapolado seu poder regulamentar, pois a lei prevê a publicação semestral de relatórios de transparência salarial, o que permite o controle de eventuais diferenças remuneratórias injustificadas entre homens e mulheres. (Processo nº 6004752-64.2024.4.06.0000. Julgamento em 16/09/2024).

A terceira história conta uma situação que, infelizmente, tem se tornado comum em editais de concursos e processo seletivos públicos: a discriminação indireta de gênero.

Neste caso, a decisão judicial entendeu que exigência de estatura mínima de 1,55m para candidatas do sexo feminino, constante de edital de seleção para o Serviço Militar Temporário de Oficial Técnico na área de Pedagogia, quando acompanhada do limite de 1,60m para homens, configura discriminação indireta de gênero, pois estabelece diferença desproporcional em relação à média de altura de homens e mulheres e impõe restrição mais severa às candidatas, em afronta ao princípio constitucional da igualdade e à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. (Processo nº 1028774-35.2022.4.01.3800. Julgamento em 16/12/2025).

A última história relata um momento único e delicado na vida da mulher: ser gestante.

Em decisão judicial recente, o TRF6 reconheceu a estabilidade no trabalho de uma servidora temporária de uma instituição federal de ensino. Foi reconhecida a estabilidade provisória decorrente de gravidez iniciada durante a vigência do contrato temporário previsto em lei, determinando-se a reintegração da trabalhadora grávida ao cargo. A decisão lembrou que o vínculo jurídico temporário, por si só, não exclui o direito à estabilidade gestacional, conferindo máxima efetividade aos valores constitucionais da igualdade de gênero e da proteção à família. (Processo nº 0008899-22.2015.4.01.3807. Julgamento em 19/12/2025).

Nestas histórias, contadas em nossas decisões, o TRF6 pretende homenagear todas as mulheres, de Minas Gerais e do mundo, posicionando-se como instituição atenta à proteção efetiva e integral da igualdade de gênero e dos direitos fundamentais que garantem a dignidade do feminino.

José Américo Silva Montagnoli

Analista Judiciário

Aviso de exercício simulado de atendimento a vítimas nas imediações da sede do TRF6

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) informa que será realizado um exercício simulado de atendimento a vítimas, com a participação de socorristas, equipes de segurança, policiais, ambulâncias e demais recursos operacionais, com o objetivo de aprimorar os protocolos de resposta a situações emergenciais.

A atividade ocorrerá nas imediações da sede do TRF6, localizado na Av. Álvares Cabral, nº 1.741, bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte/MG, amanhã, 6 de março de 2026, às 9h.

Esclarece-se que se trata de treinamento previamente planejado, destinado ao aperfeiçoamento técnico-operacional das equipes envolvidas, não havendo qualquer situação real de risco. A presente comunicação tem caráter preventivo e visa evitar alarde ou preocupação indevida por parte dos órgãos e instituições situados nas proximidades do TRF6.

Justiça Federal da 6ª Região conclui compensação inédita de gases de efeito estufa

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) concluiu a compensação de 475 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por meio da aquisição de créditos de carbono, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental.

A iniciativa integra o Plano de Descarbonização do TRF6, um conjunto de ações institucionais voltadas à mitigação dos impactos ambientais decorrentes das atividades administrativas e jurisdicionais do Tribunal. A medida também se alinha às diretrizes de gestão sustentável adotadas pela Justiça Federal e às determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente às previstas na Resolução CNJ nº 594/2024, que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero.

A referida resolução estabelece que todos os órgãos do Poder Judiciário devem elaborar inventários anuais de emissões de gases de efeito estufa, implementar ações de redução e promover a compensação das emissões que não puderem ser evitadas, com a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2030. Nesse contexto, a compensação realizada pelo TRF6 representa medida concreta de atendimento às exigências normativas do CNJ no âmbito da política climática institucional.

O projeto selecionado para a compensação foi o Combio Renewable Biomass Project - Três Marias, empreendimento certificado pela Verra, organização internacional responsável por padrões amplamente reconhecidos no mercado voluntário de carbono. Localizado em Minas Gerais, o projeto promove a substituição de combustíveis fósseis por biomassa renovável, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e incentivando o uso de fontes energéticas mais limpas e sustentáveis.

A certificação assegura que os créditos adquiridos observam critérios rigorosos de monitoramento, verificação e adicionalidade, garantindo que a redução das emissões seja real, mensurável e permanente.

Com a compensação das 475 toneladas de carbono, referentes às emissões de gases de efeito estufa do órgão no ano de 2024, o TRF6 reafirma seu compromisso com a agenda climática, fortalece sua atuação no cumprimento da Resolução CNJ nº 594/2024 e consolida seu papel na construção de uma administração pública alinhada aos princípios da sustentabilidade ambiental.

TRF6 divulga Relatório Anual de Sustentabilidade e apresenta resultados das metas do PLS

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) publicou o seu Relatório Anual de Desempenho de Metas do Plano de Logística Sustentável (PLS), consolidando os resultados das ações socioambientais desenvolvidas no 1º e no 2º graus ao longo do ano de 2025.

Elaborado pela Assessoria Especial da Presidência para Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão (ASESA), em conformidade com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com a Resolução CNJ nº 400/2021, o documento apresenta o monitoramento sistemático dos indicadores e metas estabelecidos no PLS, instrumento estratégico que orienta a implementação de práticas sustentáveis no âmbito do Poder Judiciário.

O relatório reúne dados relativos ao consumo de recursos naturais, à gestão de resíduos, à eficiência energética, às contratações sustentáveis, à qualidade de vida no ambiente de trabalho e às ações de sensibilização voltadas ao público interno. A partir desses resultados, é possível identificar avanços, desafios e oportunidades de melhoria, fortalecendo a cultura da sustentabilidade na instituição.

Além de atender às exigências normativas, o relatório demonstra o alinhamento do TRF6 às boas práticas de governança socioambiental e aos critérios de avaliação de desempenho institucional estabelecidos pelo CNJ, contribuindo para a transparência e a prestação de contas à sociedade.

O Plano de Logística Sustentável constitui uma ferramenta essencial de planejamento e gestão ao integrar critérios ambientais, sociais e econômicos às rotinas administrativas. Seu acompanhamento permanente permite aprimorar processos, racionalizar gastos públicos e promover o uso responsável de recursos.

Com a divulgação do Relatório Anual de Desempenho de Metas do PLS, o TRF6 reforça seu papel na construção de uma Justiça mais eficiente, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento sustentável, consolidando práticas que geram impacto positivo tanto no ambiente institucional quanto na coletividade.

Acesse o relatório completo pelo link: https://portal.trf6.jus.br/sustentabilidade/relatorio-de-desempenho-anual/

Justiça Federal promove atendimentos judiciais previdenciários ao povo Xakriabá

No dia 25/2/2026 os Juizados Itinerantes da Justiça Federal da 6ª Região (TRF6) chegaram ao território Xakriabá, no município de São João das Missões, em Minas Gerais, com o propósito de prestar serviços judiciais, tais como recebimento de pedidos judiciais, prestação de informações, análise de documentos e colheita de prova no local.

Essa é a segunda etapa dos juizados federais no Norte de Minas, planejado e organizado em conjunto pela presidência, corregedoria e coordenadoria dos Juizados do TRF6 e pela diretoria do Foro da Justiça Federal. À frente da execução do projeto uma equipe de juízes federais e servidores executaram as atividades e fizeram os atendimentos, e tiveram ainda a participação da Procuradoria Federal da 6ª Região, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério Público Federal (MPF). O evento contou ainda com o apoio da Prefeitura de São João das Missões, cujo prefeito Jair Xakriabá compareceu no local, além do apoio da liderança dos Xakriabás, dentre os quais os caciques Domingos e João.

Os Juizados Federais Itinerantes são ações pontuais do tribunal que visam localizar, alcançar e beneficiar comunidades hipossuficientes que não possuem condições de contratar advogados facilmente e que, dada a distância geográfica ou de isolamento em que se encontram não conseguem vias de acesso a seus direitos frente ao Poder Público.

O itinerante do Norte de Minas constituiu uma oportunidade ímpar de acolhimento e de ampliação do acesso à Justiça às trinta e sete aldeias indígenas localizadas naquela região longínqua da capital mineira.

Além da realização do itinerante nas aldeias Xakriabás, a Justiça Federal também se fez presente na própria sede do município de São João das Missões com ação dos juizados no dia 24 de fevereiro de 2026, tendo havido ali uma grande demanda de pessoas à procura de recebimento de benefícios previdenciários, sobretudo de aposentadoria rural.

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira visitou a cidade de São João das Missões e a grande comunidade indígena Xakriabá, ambos locais de atendimento da Justiça Federal e constatou a dificuldade da população para deslocamento, devido à lama e enxurradas pelo caminho nessa época do ano. Ele ressaltou a importância do envolvimento da Procuradoria Federal, do INSS e dos peritos técnicos no local, ainda que nessa fase inicial do itinerante, porque darão rapidez ao procedimento judicial de obtenção dos benefícios, em razão da produção imediata das provas técnicas necessárias para que o INSS possa analisar os pleitos. Para ele, se com esses elementos colhidos o INSS não deferir, ocorrerá a fase de julgamento em outra data.

De acordo com o diretor da Subseção Judiciária de Montes Claros, juiz federal Paulo Cabacinha, a expectativa é do grande alcance dos juizados com o maior número possível de pedidos dos moradores. Ele reforçou que “a distância é muito grande”, destacando as dificuldades de acesso enfrentadas pela população indígena.

Servidora experiente do TRF6, Ana Carolina Jorge destacou o êxito dos juizados naquele local, afirmando que sairá da aldeia com um coração pleno. "Muito importante uma ação como essa”, pelo impacto social do atendimento direto na comunidade.

Entre os atendidos está Tátila, moradora da Aldeia Xakriabá Santa Cruz, que buscou o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) para o filho diagnosticado com transtornos do neurodesenvolvimento. Ao explicar a situação, ela contou que “ele tem TDAH e já fez consulta com um neuropediatra. Já demos entrada na documentação e foi indeferido. Viemos aqui para ver se conseguimos”, relatou confiante.

Fases do Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais

A ação do TRF6 já avançou duas etapas. Na primeira, equipes de juízes e servidores realizaram o mapeamento das principais demandas e fizeram consulta direta à comunidade indígena, tendo a liderança indígena anteriormente consentido com a realização das duas fases seguintes dos Juizados: a atual, de atermações, análise de documentação e perícia, inclusive com possibilidade de acordo. Na última etapa, a Justiça Federal voltará ao local para a fase das sentenças, com grandes possibilidades de acordo judiciais e reconhecimento dos direitos pelo INSS.

Na fase atual, a coleta de dados sobre o número de pessoas atendidas é fundamental para que o TRF6 autorize a vinda de juízes federais e de servidores em quantidade suficiente para que possam encerrar o procedimento com decisões judiciais em favor ou contra o INSS, bem como possam acelerar os eventuais recursos, a fim de que o processo acabe o mais rápido possível e com isso a comunidade Xakriabá seja alcançada com a resposta da Justiça.

Sobre a comunidade

O povo Xakriabá é um dos grupos indígenas que habitam o Estado de Minas Gerais. Ao longo da história, sobreviveram ao intenso contato com bandeirantes e, posteriormente, com frentes pecuaristas e garimpeiras. Tiveram parte de seu território ocupado por fazendeiros e, atualmente, lutam pela ampliação das terras demarcadas e pela recuperação de áreas tradicionais. Lá, vivem aproximadamente 13 mil pessoas.

As Terras Indígenas Xakriabá e Xakriabá Rancharia foram homologadas em 1987 e representam um importante marco na garantia de direitos territoriais. Paralelamente, a comunidade vive um processo de valorização cultural, com iniciativas voltadas à identificação, registro e proteção de elementos de sua cultura, fortalecendo sua identidade e preservando seu patrimônio histórico.

Recepção à Comitiva do Tribunal

Os desembargadores federais e juízes que visitaram o local para acompanhamento dos trabalhos foram recebidos pela liderança da comunidade Xakriabá com alegria e agradecimentos. O cacique Domingos deu as boas-vindas iniciais e agradeceu à Justiça Federal por ter proporcionado à comunidade indígena esses atendimentos e disse estar confiante de que essa ação aproximará a justiça dos povos originários. O cacique João ressaltou que desde a consulta e todo esse trabalho da justiça irá beneficiar trinta e sete aldeias e milhares de pessoas, como se pode ver do grande número de pessoas à procura de seus direitos naquele local.

Confira, abaixo, a galeria de fotos do Juizado Itinerante no município de São João das Missões.

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Justiça Federal realiza o terceiro dia de audiências do Caso Brumadinho

O Juízo da 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte realizou, na segunda-feira (2/3/2026), o terceiro dia das audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Em continuidade aos trabalhos, a juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima realizou a oitiva de três testemunhas de acusação que, por razões legais, foram ouvidas como informantes.

O primeiro a ser ouvido foi Fernando Henrique Barbosa Coelho, que trabalhava para a Vale, na atividade operacional de bombeamento de rejeitos minerários e estava de folga no dia do rompimento. Ele perdeu o pai, Olavo Coelho, que também trabalhava no complexo minerário.

Na sequência, foi ouvido Deivid Arlei Almeida, que residia a cerca de 200 metros da barragem que se rompeu. A residência da família foi atingida e sua esposa ficou ferida, mas sobreviveu.

O último depoimento do dia foi de Sebastião Gomes, operador de saneamento no Complexo Minerário do Córrego do Feijão. Também ouvido como informante, ele é um dos sobreviventes do rompimento.

O quarto dia de audiências está previsto para sexta-feira (6/3/2026), às 13h, quando serão ouvidas as testemunhas Leandro Borges Cândido, William Isidoro de Jesus e Waldson Gomes da Silva.

Sobre as audiências

Ao todo, estão previstas 76 audiências, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), com previsão de término em maio de 2027. Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da realização dos interrogatórios dos réus.

Todas as informações estão disponíveis no Portal do TRF6 no botão “Audiências Criminais de Brumadinho”.